Casa é aquilo que você chama de lar…

Também dá pra chamar este texto de “Casa é onde o seu coração está…

Essa semana saímos de férias. Alguns dias longe recarregando as baterias antes que o verão acabe e as aulas retornem. Vimos e aprendemos muitas coisas sobre um novo país, uma nova cultura e uma língua completamente diferente das que falamos.

Eu e Rodrigo já sabíamos que seria uma experiência cheia de significados, mas não imaginávamos o que mais estava por vir.

É curioso notar que, sendo as fronteiras tão próximas, fica muito fácil chegar a uma cultura completamente diferente em menos de 2 horas de viagem. Nosso voo durou exatamente duas horas e, ao desembarcar, a atmosfera já era outra. Estávamos na Noruega, terra de Vikings (outrora chamados bárbaros), barcos fantásticos, bacalhau e frio.

Tudo era muito lindo. As casas pintadas de vermelho e telhado preto (pra isolar o frio), carros elétricos pra todo lado, gente educad(íssim)a, todo mundo falando inglês… aquela maravilha. Algumas outras coisas nos impressionaram negativamente: muitos ciganos esmolando pelos pontos turísticos (aos bandos), todos os banheiros (inclusive nos shoppings e em restaurantes) tinham código de acesso, aos quais os clientes só tinham acesso se perguntassem ao garçom qual era a senha da porta. Não entendemos o porquê disso,  mas achamos que tem algo a ver com os ciganos. Talvez.

E o frio, que naquela terra está sempre de prontidão.

Mas, ao fim do último dia de viagem, já no aeroporto, bateu a saudade de casa. Parece que sentíamos falta do nosso cantinho, dos esquilos subindo pelas árvores, das centenas de sotaques que ouvimos… E pela primeira vez, depois desse turbilhão todo, Londres era a nossa casa. Queríamos voltar pra Londres. Era daqui que sentíamos saudades. Da nossa casa, nossas coisas, nossa rotina… foi a primeira vez que vimos Londres de fora sem o sentimento de estranhamento… Pela primeira vez, pudemos dizer: “Estamos voltando pra casa…”. A vontade de chegar, tomar um banho, por o pijama e dormir na própria cama.  

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Sem que nos déssemos conta e sem saber muito bem quando que essa “chavinha” havia mudado, era aqui, no Sudoeste de Londres, que estavam os nossos corações – o nosso lar.

Desembarcar e ouvir esse idioma que já nos é tão comum, saber qual o caminho para a estação de trem, reconhecer feições multidão à fora nos deu segurança e certeza que, a cada dia que passa, a raíz se finca mais fundo nessa terra cheia de histórias, príncipes e princesas…

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